domingo, 23 de dezembro de 2007

RETROVISÃO


AOS 18 ANOS TINHA ESSA APARÊNCIA. MUITO EMBORA O ESPELHO, HOJE, ME PROVE O CONTRÁRIO, RELUTO EM PRESERVÁ-LA NA RETINA COMO SE DUAS DÉCADAS E MEIA ME PUDESSEM DEVOLVÊ-LA.

sábado, 8 de dezembro de 2007

CIDADE E REFLEXÕES



Terminei a leitura de A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini, e para quem ainda não a desfrutou... recomendo. Algumas das reflexões, dentre tantas outras que me assaltaram ao longo da narrativa fácil, corrente e prazerosa: como pode ser efêmera e rapidamente desfeita uma condição de vida que nem sempre valorizamos na devida medida.
Destaco ainda a intransigência e a coação violentas do poder constituído, seja ele, nos limites da família, na repressão desmesurada às mulheres ou na aparente condução de um país em estado caótico e acéfalo.
Nem sempre nos damos conta, como brasileiros, que felizmente não experimentamos, em passado recente, o horror de uma guerra prolongada na qual mal se distinguem, claramente, seus propósitos (se é que há algum), vitoriosos e derrotados.
É bem verdade que não conseguimos nos desvencilhar do caos gerado pelo tráfico de drogas e seus tentáculos perniciosos. Alguns até o qualificariam como uma forma de conflito civil, sobretudo, em razão das baixas, exclusão e traumas que deixa ao longo de sua trajetória. Nada porém é comparável a uma autêntica guerra, a exemplo daquelas vivenciadas pelo Afeganistão e Iraque, onde interesses religiosos, sectários, militares e especialmente econômicos, se emaranham, criando um território propício ao abuso, à intolerância, à brutalidade, retrocesso cultural e todas as mazelas que podem advir desta conjuntura abjeta.
Faz-se necessário citar, neste contexto, a banalização e a postura distanciada que guardamos destas realidades atrozes. Elas clamam por nossa intervenção humanitária, mas em nossas vidas, não são mais do que meras notas a que sequer prestamos atenção no horário do noticiário.
Como não refletir também a respeito da sujeição histórica imposta à mulher. Mesmo nos países ocidentais a reversão desta evidência perversa tem ainda diversos degraus a galgar. Em pleno século 21 necessita do amparo de delegacias e legislação específicas para que a morte e a degradação do espancamento se arrefeçam lentamente.

AUTOFALANTE

AUTOFALANTE
O DONO DA VOZ