
Casar é, sobretudo, assinar um contrato de risco. Sejamos francos, ninguém chega ao altar, ou sai dele, convicto de que será indissolúvel ! A rigor supomos que a convivência e o sentimento, até então experimentados, justifique a celebração e nos conduza a formação de uma família.
Nem sempre a ordem dos fatores é esta, mas o produto final nos impõe uma decisão. E olha, trata-se de uma das mais sérias de nossas vidas. Bem disse aquele ao afirmar que quem pensa...não casa ! Diria, em contraponto, que quem supõe amar... arrisca !
E ai, num belo dia - 21, no nosso caso - você constata que está completando 21 anos de casados. Não é pouca coisa ! São mais de 184 mil horas de vôo. Rola uma turbulência aqui e acolá, é bem verdade. Mas nos mantivemos firmes, de mãos dadas, lado-a-lado nas poltronas, cativos de um olhar recíproco que reescreve e reaprende confidências de amor e zelo. Tem sido um trajeto prazeroso ! Não nos faltam palavras, respeito ao silêncio e acomodações do outro.
Quanto ao risco, diria que o miniaturizamos. Ficou distante e pequenino como a cidadezinha que enxergamos daqui de cima. Insignificante, diante de tamanha cumplicidade, dois filhos maravilhosos...
e novas 184 mil horas de vôo a percorrer !!!