quarta-feira, 21 de novembro de 2007

EVIDÊNCIAS DE MEU AMOR POR LUÍSA


REVENDO ARQUIVOS ME DEPAREI COM A HOMENAGEM QUE FIZ À MINHA
"FILHOTA" NOS SEUS 15 ANOS





Como o próprio Tom (Jobim) sugere na letra que também te homenageia, continuamos sendo aprendizes do AMOR paternal e filial que forjamos entre nós!
Adotaste-me como PAI e mesmo que esta palavra não carregue agora o vigor que a ela deste nos primeiros anos de tua infância... Evidentemente que me sinto, até hoje - e especialmente hoje – envaidecido por ela, por tua escolha. Adoção espontânea, exclusiva, inarredável!
Jamais poderíamos vivenciar este sentimento nobre e familiar de forma recôndita, reservada e incompleta... Quem nos conhece de perto, sabe o quanto preferimos viver novas experiências em sua totalidade.
Contudo, nos últimos sete anos, a distância física e de interesses o esgaraçaram mais do que gostaríamos. Já sabia desde o início, é claro, que regrediria da posição de Pai para tio.
Mas que importa, se graças a NOSSA FANTASIA fui eu que amealhei teus olhares, beijos e abraços desprendidos e calorosos... Se tiveste - em teus primeiros meses de vida - a impressão de estar mais próxima das nuvens e do céu ao embarcar, prazerosamente, no avião das minhas mãos... Se nas comemorações do Dia dos Pais dançaste com esmero, somente e tão somente, pra me impressionar... Se como presente, na mesma data, espalmaste delicadamente, tua mãozinha na flanela que ainda guardo. Ela comprova o amor que acalentaste por este pai dividido, de improviso, tão fantasioso, amoroso e orgulhoso quanto.
Luísa, filha ou sobrinha: Sabes que sempre desejei ardorosamente tua felicidade e assim será e assim farás com que seja ao espelhar-se na sabedoria do único e verdadeiro P A I ! Este sim, ABSOLUTO, MISERICORDIOSO e INFALÍVEL!

19/06/2004 (DATA DA COMEMORAÇÃO)

sábado, 17 de novembro de 2007

CHICO DESDE SEMPRE


A riquíssima obra de Chico converteu-se, ao longo das últimas quatro décadas, em minha primeira e indelével influência artístico-literária. Em 68 – quando tinha apenas seis anos – já me deleitava com o lirismo de suas composições. Fui apresentado a ele por tia Joene que o tocava, inclusive, em versão italiana, numa eletrola Philips, no quarto mais arejado da Pe.Valdevino. O auto-exílio nos idos de Medici e a parceria com Bardotti e Morricone foi a derradeira alternativa que Francisco encontrou para não interromper sua produção e evitar uma hospedagem compulsiva no DOI-CODI.
Diante da riqueza poética, alcance temático e político que sempre emprestou às suas criações relevei a voz e o canto limitados de meu ídolo. Penso que todos que o admiram o enxergam por este mesmo prisma complacente. Uma condescendência perfeitamente compreensível, até porque Chico sempre se espelhou nos grandes nomes do samba e um deles se fez por inventividade e cantarolar despretensioso.
Assim como Vinicius e Tom, Francisco Buarque de Holanda, somaram ao autêntico acervo nacional: lirismo e genialidade. A vasta e primorosa criação de Francisco se traduz por meio de uma combinação inusitada de versos, harmonias e melodias que sua extrema sensibilidade e rico arcabouço intelectual transformaram em pétalas, a exemplo de EU TE AMO:

Ah! Se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora com hei de partir

Ah!... Se ao te conhecer... dei pra sonhar fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós... nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como ?! Se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como ! Se nos amamos feitos dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não...Acho que estais te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir!


(Chico Buarque e Tom Jobim)
(Foto (magnífica):Zé Rosa)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

SOBRETUDO O AMOR



Paixão é delinear teus olhos
Refletir como ninguém no brilho deles...
E saber que tua pele casa com a minha !

Paixão: desvario do riso sem porquê
Quando o porque são cenas e mais cenas...
Onde se repetem: você, você... Você...

P a i x ã o :
Espera do próximo toque,
Coincidência da próxima fala,
O mesmo hábito...
Aquela música...
Daquele autor.

P a i x ã o :
Adrenalina a mil,
Ansiedade a cem...
E o medo pavoroso do despertador...
D e s p e r t a r !

EM 97, ESBOCEI OS VERSOS QUE LERAM HÁ POUCO. HOJE FAÇO O SEGUINTE REPARO:
SOMOS MOVIDOS POR PAIXÕES, QUE ASSIM COMO FLORES, EXAUREM-SE EM QUESTÃO DE HORAS...DIAS. NO AMOR, CONTUDO, EXPERIMENTAMOS DÉCADAS DE CUMPLICIDADE ABSOLUTA E NOS DELICIAMOS COM A SOLIDEZ RESTAURADORA
DE SUAS RAÍZES E O FRESCOR DOS FRUTOS SEMEADOS !

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

CELEBRIDADE !




Estes paparazzi não largam meu pé. Detesto suas lentes e fome d'imagens...

Chacais asquerosos ! ! !

VOAR



A velhice pede asas, mas a vida urbana lhe impõe gaiolas !

AUTOFALANTE

AUTOFALANTE
O DONO DA VOZ