
REVENDO ARQUIVOS ME DEPAREI COM A HOMENAGEM QUE FIZ À MINHA
"FILHOTA" NOS SEUS 15 ANOS
Como o próprio Tom (Jobim) sugere na letra que também te homenageia, continuamos sendo aprendizes do AMOR paternal e filial que forjamos entre nós!
Adotaste-me como PAI e mesmo que esta palavra não carregue agora o vigor que a ela deste nos primeiros anos de tua infância... Evidentemente que me sinto, até hoje - e especialmente hoje – envaidecido por ela, por tua escolha. Adoção espontânea, exclusiva, inarredável!
Jamais poderíamos vivenciar este sentimento nobre e familiar de forma recôndita, reservada e incompleta... Quem nos conhece de perto, sabe o quanto preferimos viver novas experiências em sua totalidade.
Contudo, nos últimos sete anos, a distância física e de interesses o esgaraçaram mais do que gostaríamos. Já sabia desde o início, é claro, que regrediria da posição de Pai para tio.
Mas que importa, se graças a NOSSA FANTASIA fui eu que amealhei teus olhares, beijos e abraços desprendidos e calorosos... Se tiveste - em teus primeiros meses de vida - a impressão de estar mais próxima das nuvens e do céu ao embarcar, prazerosamente, no avião das minhas mãos... Se nas comemorações do Dia dos Pais dançaste com esmero, somente e tão somente, pra me impressionar... Se como presente, na mesma data, espalmaste delicadamente, tua mãozinha na flanela que ainda guardo. Ela comprova o amor que acalentaste por este pai dividido, de improviso, tão fantasioso, amoroso e orgulhoso quanto.
Luísa, filha ou sobrinha: Sabes que sempre desejei ardorosamente tua felicidade e assim será e assim farás com que seja ao espelhar-se na sabedoria do único e verdadeiro P A I ! Este sim, ABSOLUTO, MISERICORDIOSO e INFALÍVEL!
19/06/2004 (DATA DA COMEMORAÇÃO)




