quinta-feira, 22 de maio de 2008

MANAS 9.0


(texto próprio, lido no dia 21/05/08, durante a comemoração dos 45 anos de minhas irmãs)

Em se tratando de gêmeas...convém fazer uma homenagem dobrada !
Aliás, dobrada foi a surpresa de dona Jonice: coitada! ...Mãe das aniversariantes. Numa época em que raio X era peça de ficção, em Pedra Branca, e ultra-sonografia obra da imaginação de algum desvairado, dona Jonice soube, tão somente durante o parto, que além de Fátima, uma segunda passageira havia embarcado no seu colo. Surpreendida pela cegonha, apegou-se, com fé, a uma segunda personagem da aparição miraculosa em Portugal, à cova da Iria.
No ato, em meio às dores, comprometeu-se a chamá-la de Lúcia, contanto, que Deus e o mestre-farmacêutico, Evangelista lhe pusessem no mundo a filha de “trevessa”. Alheia ao suplício da primeira redinha que a embalou, Lúcia ignorava a porta que sua mãe lhe abria e o tapete pela qual Fátima já havia desfilado minutos antes. Foi preciso um “retrocê” de Evangelista pra que a natureza completasse o trabalho.
Tão ai... as duas, lépidas e fagueiras ! Criadas a base de capitão, p’ros desavisados: fiapo de carne, toucinho, farinha e feijão ! Pois é... Mas ninguém chega a uma idade tão avançada, por demais avantajada e porque não dizer – hoje mais do nunca – em duplicata: IMPUNEMENTE !!! Casa, filhos, trabalho, marido, arengas e reconciliações. São DEMAIS os perigos dessa estrada !
Depois de tantas léguas percorridas experimenta-se muito do muito que a vida nos propõe, nos permite e na maioria das vezes: nos IMPÕE ! Mas não sem FÉ...NÃO SEM A FÉ e o rosário de orações que a mesma Dona Jonice - a 300 km, mas presente aqui em alma, útero e coração - desfia horas a fio na intenção de Lúcia, Fátima e de todos que agora cercam suas meninas nesta celebração À VIDA ! À RENOVAÇÃO DA VIDA...À DÁDIVA EM QUE DEVEMOS CONVERTÊ-LA CONTINUAMENTE !!

sábado, 10 de maio de 2008

Ave Mãe: Maria



Rezando hoje pela manhã uma Ave Maria em reverência a todas as mães... veio-me a inevitável analogia (9/05/2004)


Ave! Ave! Maria! Minha adorável e falível mãe!
Tua graça em profusão reanima meu coração todos os dias
O Senhor - Pai nosso de quem és íntimo - chega a mim diariamente por tua intercessão!
Bendita sois vós entre as mulheres - porque de fruto recém-vingado - me fizeste um homem digno...respeitável!
Tens em Santa Maria o modelo no qual te inspiras, portanto, estais mais do que apta a rogar por mim: pecador...
Agora, quando vivo sobretudo por ti, bem como na hora da minha morte...
Amém!!

quarta-feira, 5 de março de 2008

PODE SER A...



JÁ ESTANQUEI MEU SANGUE QUANDO CORRIA...
OLHA A VOZ QUE ME RESTA,
OLHA A VEIA QUE SALTA !
OLHA A GOTA QUE FALTA PR'O DESFECHO DA FESTA...

GUARDIÃO



OS CORDÕES QUE MANTÊM O RIO SE PRENDEM AS MÃOS DELE !

COPO DE LUZ



NATUREZA PRÓDIGA SOB UM OLHAR GENEROSO !

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

MILHAS E MILHAS...




Casar é, sobretudo, assinar um contrato de risco. Sejamos francos, ninguém chega ao altar, ou sai dele, convicto de que será indissolúvel ! A rigor supomos que a convivência e o sentimento, até então experimentados, justifique a celebração e nos conduza a formação de uma família.
Nem sempre a ordem dos fatores é esta, mas o produto final nos impõe uma decisão. E olha, trata-se de uma das mais sérias de nossas vidas. Bem disse aquele ao afirmar que quem pensa...não casa ! Diria, em contraponto, que quem supõe amar... arrisca !
E ai, num belo dia - 21, no nosso caso - você constata que está completando 21 anos de casados. Não é pouca coisa ! São mais de 184 mil horas de vôo. Rola uma turbulência aqui e acolá, é bem verdade. Mas nos mantivemos firmes, de mãos dadas, lado-a-lado nas poltronas, cativos de um olhar recíproco que reescreve e reaprende confidências de amor e zelo. Tem sido um trajeto prazeroso ! Não nos faltam palavras, respeito ao silêncio e acomodações do outro.
Quanto ao risco, diria que o miniaturizamos. Ficou distante e pequenino como a cidadezinha que enxergamos daqui de cima. Insignificante, diante de tamanha cumplicidade, dois filhos maravilhosos...
e novas 184 mil horas de vôo a percorrer !!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

INADIÁVEL CELEBRAR




A morte súbita de nossa amiga Mila – em meio a uma visita ao Centro da cidade, aos 40 e poucos anos - nos relembra o quanto a vida é efêmera, o quanto devemos estar preparados para a inexorável visita. Mas como fazê-lo por completo? Nossas malas nunca estão totalmente prontas e sempre há um último item a adicionar a conta desta hospedaria. Quintana reiterou sua sabedoria quando lapidou esta metáfora.
Afinal, nenhum beijo e recomendação derradeiros traduziriam todo nosso amor pelos que nos são mais próximos: filhos, pais, esposa, irmãos... E quanto aos pedidos de desculpas e perdão, estaríamos em dia com nossos credores ? Dificilmente. Até porque somos pródigos em fazer juízo de valor e incorrer nas sucessivas armadilhas de avaliações precipitadas.
O que fazer então ? Suponho que: Adiar ao mínimo ! Julgar jamais ! Corrigir agora ! Celebrar nossos amores e o amor à vida como se por eles fôssemos arrebatados de um encantamento primordial...Infantil.
Quem sabe assim esqueceríamos apenas a escova de dentes e o derradeiro copa d’água mineral por pagar.

AUTOFALANTE

AUTOFALANTE
O DONO DA VOZ