CATARSE
segunda-feira, 31 de março de 2014
CINZA AOS MANIPULADORES
Jamais se deixe contaminar pela deturpação, loteamento e usufruto pernicioso em nome da “religião”. A sabedoria de Cristo é bebida farta, gratuita, acessível! Engarrafá-la e rotulá-la não são do propósito de Deus. Tem origem na ganância de uma escória inescrupulosa, travestida de "crenças" e interpretações, convenientes ao domínio e espoliação.
PASSIVO E INATIVO
O assalto que meu primo, Antônio Góis sofreu, ontem, diante do Othon, felizmente sem consequências mais graves, me relembrou a abordagem armada em que fui vítima, com minha esposa, na virada do ano, a cem metros do Iate. Divido agora não só algumas das minhas impressões sobre insegurança pública, mas divido, sobretudo, o passivo, a cobrança que quase sempre é partilhada de forma indevida.
Colhemos o que ainda plantamos. Afinal, somos nós que pagamos e perpetuamos um sistema penitenciário e punitivo promíscuo, corrompido, lucrativo, imoral e antidisciplinador. Fomos nós que nos acomodamos a um código penal desatualizado e licencioso, a um Estatuto da Criança e Adolescência talhado para elevar os índices de criminalidade. Um estatuto que é flagrantemente respaldado por quem se nega a admitir que tornou-se uma solução fácil e rápida à impunidade desbragada. Somos nós que silenciamos diante de um distribuição de renda injusta e desalentadora, em que migalhas se propõem a encobrir e substituir a falta de oportunidades, orientação familiar e religiosa.
A corrupção, insuficiência de recursos humanos e incompetência que imperam nas forças de segurança, públicas e privadas, são só os últimos metros de um novelo de omissão, peculato e malversação, fiado nas altas esferas dos três poderes e sucursais subjacentes. Relembro Dom Edilmison Cruz: "Quem vota em corrupto está votando na morte !" Seja ela provocada pela ausência de assistência médico-hospitalar ou carência de um sistema punitivo, disciplinador e repressivo à altura de nossas crescentes necessidades. Que não restem dúvidas: Volto a citar o bispo emérito de Limoeiro do Norte apenas para que tenhamos consciência do quão são alastradas as raízes de tamanha insegurança. Uma ameaça constante à vida que exige de nós: alternância no poder, decência, cidadania e um esforço contínuo na correção de todos os rumos, na remoção de todas as pontas necrosadas. (FOI NO FACE EM 14.3.14)
Colhemos o que ainda plantamos. Afinal, somos nós que pagamos e perpetuamos um sistema penitenciário e punitivo promíscuo, corrompido, lucrativo, imoral e antidisciplinador. Fomos nós que nos acomodamos a um código penal desatualizado e licencioso, a um Estatuto da Criança e Adolescência talhado para elevar os índices de criminalidade. Um estatuto que é flagrantemente respaldado por quem se nega a admitir que tornou-se uma solução fácil e rápida à impunidade desbragada. Somos nós que silenciamos diante de um distribuição de renda injusta e desalentadora, em que migalhas se propõem a encobrir e substituir a falta de oportunidades, orientação familiar e religiosa.
A corrupção, insuficiência de recursos humanos e incompetência que imperam nas forças de segurança, públicas e privadas, são só os últimos metros de um novelo de omissão, peculato e malversação, fiado nas altas esferas dos três poderes e sucursais subjacentes. Relembro Dom Edilmison Cruz: "Quem vota em corrupto está votando na morte !" Seja ela provocada pela ausência de assistência médico-hospitalar ou carência de um sistema punitivo, disciplinador e repressivo à altura de nossas crescentes necessidades. Que não restem dúvidas: Volto a citar o bispo emérito de Limoeiro do Norte apenas para que tenhamos consciência do quão são alastradas as raízes de tamanha insegurança. Uma ameaça constante à vida que exige de nós: alternância no poder, decência, cidadania e um esforço contínuo na correção de todos os rumos, na remoção de todas as pontas necrosadas. (FOI NO FACE EM 14.3.14)
MARACUTAIA É TEU LEMA
Não elegemos um suposto representante das massas para que ele e seus asseclas buscassem sombra para suas falcatruas, estabelecendo comparações com um passado que já desaprovávamos. A canalhice, hoje encabeçada pelo PT e seus aliados de primeira linha, não se resume à roubalheira perpetrada em todos os recantos do poder, mas também em nos insultar, ao nos imputar indicadores e dados contábeis tão falseados e imorais quanto os desmandos que cometem acintosamente. (FACE:25.3.14)
O "X" DA OMISSÃO
A aniversariante, em questão, assimilou integralmente a lição que deve ter recebido de Pelé, o amante ou namorado célebre que a projetou décadas atrás. Resumiria assim, a tal lição: Faça valer seu carisma e talento. Lucre o máximo que puder com eles, mas jamais se posicione politicamente a favor da massa, causas ou miseráveis que alimentam sua fama e fortuna. Àqueles que vierem me alegar a fundação com o nome da apresentadora, respondo desde já: Quem tanto acumulou...Um sono minimamente restaurador também merece ter. Esta nação, contudo, é bem maior! (PUBLICADO NO FACE EM 27.3.14)
DEIXANDO À CONTRAMÃO
Não foram poucos os minutos que ouvi, na penúltima semana de março, buscando explicações consequentes para a violência crescente no país. Algumas indagações e supostas respostas me atiçaram. Por que os governos Lula e Dilma intensificaram, nos últimos 14 anos, a execução de programas sociais e de “distribuição de renda” e mesmo assim a criminalidade evoluiu a níveis inaceitáveis? Duas das resposta oferecidas que, a meu ver, além de incompletas transpõe o debate novamente para a esfera meramente partidária. Primeira explicação: O Brasil antes da chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder viveu décadas perdidas que hoje cobram seu preço, em que pese os esforços contrários nos últimos 14 anos. Segunda resposta, ou motivo: Inchaço progressivo das regiões metropolitanas e cidades de médio porte.
Começarei pela derradeira para oferecer meu ponto de vista sobre o todo. O processo de esvaziamento sócio, econômico e cultural do campo e consequente favelização de áreas urbanas, nas capitais e mesmo no interior, jamais foi atacado com a devida seriedade e continuidade que a causa exige. Isto aplica-se aos governos petistas e aos que o antecederam. Os atrativos e comodidades da vida contemporânea são esfregados nas ventas da juventude dos lugares mais remotos. Isto, sem que proporcionássemos aos jovens e seus pais, condições, trabalho e convencimento de que poderiam usufruir daquelas regalias urbanas em seu município ou distrito de origem. Fator essencial para que façamos vingar este “continente” como potência agropastoril, tecnológica e prestadora de serviços de ponta. Dado crucial para que não tivéssemos que assistir o inchaço desmedido das periferias, sua frustração diante das vitrines e tão propalada “ascensão à classe média” que sequer lhe confere uma refeição decente, ao dia, para toda a família. Nas regiões metropolitanas os problemas não só se aglutinam como se agudizam. Esforços pertinentes e elogiáveis como a eletrificação rural e disseminação de escolas profissionalizantes, em cidades interioranas, têm que ser encarados como prioritários e se somar a outros que, verdadeiramente, valorizem as vocações produtivas de cada região e as dotem de atrativo logístico, fiscal e tributário. Temos que fazer o caminho promissor de volta! Somente a desconcentração populacional, de formação, e de oportunidades profissionais e produtivas, nos permitirão sair da rota que nos expõe à morte violenta, ao vexame e descrédito internacional. Esmolas apenas a quem não pode prescindir dela. Cadeia para quem dela não pode se afastar. Produção em escala nacional para que correspondamos a riqueza natural e abundância territorial com que fomos abençoados. (Publicado no Face em 28.3.14)
PRA QUEM ACORDOU COM SAUDADES
O país que temos hoje é essencialmente decorrência daquele que nos impingiram ou com qual compactuamos. Alicerçado nas primeiras décadas de uma República reticente, pouco ou nada republicana, e de dois longos períodos de ditadura, sendo o segundo ainda mais impiedoso e corrupto. Devemos lançar os olhos sobre a história sem perder o foco na conjuntura então experimentada: Divulgação de atos governamentais sob censura ou sem registros, Congresso sob constante ameça, cassações ao bel prazer do comando militar, ausência de uma legislação que regesse minimamente a utilização de recursos públicos e coibisse desmandos administrativos, cooptação e omissão de órgãos fiscalizatórios, a exemplo de Ministério Público, Judiciário, corregedorias e inspetorias. Tortura como instrumento de trabalho, não se fazendo distinção entre incautos, idealistas ou sectários. Vivíamos um país essencialmente agropastoril que primava pela importação de industrializados e ainda não amargava, na atual escala, o inchaço pernicioso e predatório das regiões metropolitanas "intoxicadas". Logo, nem de longe se pode comparar os índices de criminalidade de então com os de agora. Portanto, se você hoje lamenta a realidade de um campo repleto de raposas vorazes e eficientes, saiba que nos dois períodos de exceção elas lacravam as portas do "galinheiro", sentavam-se a mesa, determinavam a forma de preparo da refeição, exigiam silêncio, faziam a sesta e a festa, armazenavam e distribuíam as melhores espécies entre os seus, e realimentavam o clima de terror e coerção para alargar seus domínios e permanência. Conclusão: Se você quer reviver este passado, não se faça de rogado e nos deixe, já que não nos ama. As agências de viagem devem oferecer pacotes "imperdíveis" à nossa vizinha e padecida Venezuela. (Publicado no Face em 31.3.2014)
quarta-feira, 12 de março de 2014
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